Planta nascendo no meio do concreto
Gestão

Sustentabilidade resiliente e a capacidade adaptativa

Ao analisarmos o desenvolvimento exitoso das nações, cidades e empresas, podemos sempre observar sua capacidade de recuperação frente às adversidades ambientais, sociais e econômicas, ou seja, observar sua resiliência sob o tripé da sustentabilidade.

Quando o termo resiliência foi utilizado pela primeira vez no século 18, para descrever fenômenos físicos, provavelmente, o cientista inglês Thomas Young não imaginou a ampla abrangência do seu significado nos dias de hoje.

Resiliência corporativa

Uma empresa resiliente é aquela que suporta estresse temporário sem permitir sua ruptura, acumulando a energia deste momento para se reerguer, adaptando a si mesma pela sua sobrevivência e desenvolvimento.

Essa capacidade de adaptação pode ser observada na teoria da seleção natural de Charles Darwin através da capacidade adaptativa, sendo também aplicada à resiliência das empresas, pois somente tais desafios – aos quais estas são submetidas – possuem os ingredientes capazes de causar transformações profundas e verdadeiramente duradouras.

Em suas teorias, o filósofo e matemático grego Pitágoras de Samos já afirmava que a ordem natural de todo o universo era a busca pela harmonia e pelo equilíbrio, mesmo que enfrentando momentos cíclicos de caos, desordem ou infortúnio.

A teoria da sustentabilidade resiliente pode ser aplicada às empresas para superação de momentos de maior fragilidade ou risco econômico, ambiental e social, e a melhor forma de buscar a resiliência é através da gestão de riscos ou da teoria do antifrágil.

Como implantar a resiliência corporativa

Ao aplicar a resiliência ao tripé da sustentabilidade (aspectos sociais, ambientais e econômicos), um grande questionamento que pode pairar é: como as empresas devem se preparar para se recuperarem de eventuais intempéries naturais (como a falta d’água em São Paulo, por exemplo), de riscos sociais (a baixa capacidade local de mão de obra ou rejeição da comunidade) ou mesmo riscos econômicos (como grave crise econômica pela qual o Brasil passou entre 2015 e 2016)?

Apesar de parecer complexa, a implementação da estratégia de resiliência voltada às empresas é relativamente simples de ser colocada em prática: planejamento com ações de curto, médio e longo prazo, pautado em observação, benchmarking e análises de cenários de risco, orientando iniciativas de diversificação de recursos e engajamento de pessoas.

Dessa forma, é possível antever situações adversas e aumentar a resiliência da corporação, permitindo assim uma maior capacidade de recuperação, crescimento e desenvolvimento sustentável.

Resiliência profissional

Aos profissionais no mundo corporativo, também é possível buscar a resiliência através de exercícios físicos e mentais para fortalecer a capacidade de retornar ao seu equilíbrio emocional após sofrer grandes pressões ou momentos de estresse, restabelecendo a harmonia e assegurando assim sua própria sustentabilidade, seja ela financeira, relacional ou física.

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Benyamin Fard Benyamin Fard
CEO da Biovita.
Iraniano radicado no Brasil, é empreendedor serial e representante do Stanford Research Institute no Brasil. Graduado em Engenharia Elétrica, com MBA Internacional em Gestão Ambiental (UFPR) e Mestrando em Engenharia e Gestão do Conhecimento (UFSC).

Acredita que a resiliência organizacional é resultado da inovação sustentável, razão que o faz entusiasta por estes temas em todas as suas formas, e em especial quando lideradas por empreendedores através de suas startups.

É músico autodidata apaixonado por rock progressivo, ávido pesquisador de temas ligados à filosofia, história e quântica. É também esposo e pai de dois filhos.